05/04/2011

Caiapônia


Município de Caiapônia
  
Trevo da Cidade

                 
         Bandeira                                                                     Brasão 

Data de Emancipação: 29/07/1873
Municípios de Origem: Goiás --> Rio Verde
Aniversário: 29/07
Gentílico: Caiaponiense
Prefeito 2009/2012Edson Rosa Cabral (PMDB) 
CEP: 75.850-000

Localização
Ficheiro:Goias Municip Caiaponia.svg
16° 57' 25" S 51° 48' 36" O
Mesorregião: Sul Goiano
Microrregião: Sudoeste de Goiás
Municípios Limítrofes: Bom Jardim de Goiás e Piranhas (N), Arenópolis e Palestina de Goiás (NE), Ivolândia e Paraúna (L), Montividiu (SE), Rio Verde, Jataí, Perolândia e Mineiros (S), Doverlândia e Baliza (O).
Distância até a Capital: 328 km

Características Geográficas

Área: 8.653,189 km² (GO: 3°)
População: 16.917 habest. 2011  (GO: 63°)
Altitude: 692 m

Indicadores

IDH: 0,735  est. 2000 (GO: 127°)
PIB: R$ 183.101.000,00 est. 2005 (GO: 45°)

Histórico

             Apesar dos escassos registros existentes, sabe-se que uma caravana encabeçada por José do Carmo Goulart de Andrade e sua esposa Maria Leopodina Vilela Junqueira, compondo o grupo, também parentes, amigos e escravos do casal, vindos de Minas Gerais, principalmente das cidades de São João Del Rei, Prata e Sacramento, adentram ao sertão goiano e, trazendo consigo apenas um pequeno rebanho bovino, chega à região e aqui se instala em meados de 1839.
            Em 1845, é construída a primeira capela em devoção ao Divino Espírito Santo, padroeiro da comunidade, a partir daí o povoado começa a adquirir aspecto de cidade com aparência das existentes ao Sul de Minas Gerais cuja base econômica se dava apenas pela criação de gado e cultivo de lavoura para subsistência da população local.
          Desta forma, seduzidos pelas terras rudimentares de Goiás, mais imigrantes, procedentes também de Minas Gerais, chegam à região do sudoeste goiano.
              Outro fato importante é que as famílias desbravadoras necessitavam documentar as terras que ocupavam e, como já se encontrava em vigência o Decreto Imperial nº 1.318 de 1854 (Lei das Terras), que regulavam a concessão de títulos paroquiais de terras devolutas. Com isso, o Senhor José do Carmo Goulart de Andrade e sua esposa Maria Leopodina Junqueira Vilela, resolveram ir à Capital da Província de Goiáz, a época Cidade de Goiás, requer 4 (quatro) lotes dessas terras, localizadas na bacia do Rio Caiapó, Rio Claro e Rio Bonito. Os quais foram concedidos em 1856.
            Por se tratar de vasta área de terras, era necessário que alguém de confiança fizesse a distribuição dessas terras, assim trouxeram um padre por nome de Antônio Dias Pais de Couto o qual formalizou e distribuiu os lotes de terras às famílias colonizadoras.
             Posteriormente, fizeram os registros dos títulos concedidos no Livro de Tombo. Sendo que hoje tais livros, encontram-se arquivados na Procuradoria Geral do Estado de Goiás.
              As terras foram divididas das seguintes formas: Fazenda Três Pontes, ficando para o casal Capitão José Junqueira Vilela e Maria Esméria Vilela; Fazenda Campo Belo para Joaquim José Junqueira Vilela e sua esposa Antônia Maria Vilela; Fazenda Babilônia para o casal Gabriel Junqueira Vilela e Felicidade Esméria Vilela e, por derradeiro, Fazenda Torres do Rio Bonito para o casal José do Carmo Goulart de Andrade e Maria Leopodina Junqueira Vilela.
             Em 1881, o Senhor José do Carmo veio a falecer, deixando 3 (três) filhos. Um deles, por nome de Manoel Joaquim Vilela “Major Neca”, casou-se em 1864 com sua prima, Ana Cândida Vilela - filha de Joaquim José Junqueira Vilela e Antônia Maria Vilela, também fundadores do município e, assim, deram continuidade à obra de seus pais.
            Pelo fato, das terras do senhor “Major Neca”, Fazenda Torres do Rio Bonito, se encontrarem bem localizadas geograficamente, ou seja, o famoso acidente geográfico “Gigante Adormecido” o qual se encontrava no vale do Rio Bonito, com uma altitude privilegiada e ainda por conter o córrego (buriti) que se prestou a fornecer água às pessoas daquela época, foi feita uma doação de cerca de 700 (setecentos) alqueires em favor da capela do Divino Espírito Santo, padroeiro do povoado, para a formação da comunidade.
             O lugarejo, em 1864, recebeu o mesmo nome da terra da qual se originou, isto é: Torres do Rio Bonito.
            Com o passar do tempo e o progresso fazendo-se presente, criou-se o Distrito das Torres do Rio Bonito (Lei Provincial nº 01 de 05 de novembro 1855), àquela época pertencente ao Município de Vila Boa (Cidade de Goiás). Anos mais tarde, o distrito das Torres do Rio Bonito é transferido para jurisdição do município de Rio Verde. Não demorou muito e o Distrito, em 29 de Julho de 1873, com advento da Lei Provincial nº 508, passa à condição de Município, desligando-se de Rio Verde e passando também a se chamar Rio Bonito.
              Em 1917, o então fundador do Município o Senhor Major Neca falece, deixando 4 (quatro) filhos: Joaquim Antônio Goulart Vilela; Umbelino Goulart Vilela; Ana Teodolina Vilela e Petrônilha Maria Vilela. Sendo que está última veio a ficara com toda a documentação existente sobre a fundação do Município.
             O casal - Petronilha e Antônio Zecarias de Andrade-teve 4 (quatro filhos): Manoel Zacarias de Andrade; Sebastião Zacarias de Andrade; Brasilina Maria Vilela e Ana Goulart de Andrade (mutosa).
               Importante salientar, que Ana Goulart de Andrade casada com João Batista da Luz é a única neta existente, até a data de hoje - 08 de outubro de 2006, do fundador de Caiapônia Manoel Joaquim Vilela (Major Neca).
              Oportuno destacar a passagem da coluna preste, comandada pela tropa legalista do Major Bertoldo Klinger em 5 de julho de 1925. Os revoltosos (como eram chamados) provocaram incêndios em varias propriedades, além de assassinarem 3 (três) funcionários da Fazenda Monte de propriedade do Senhor Antônio Zacarias de Andrade. Também queimaram boa parte dos registros da história de Rio Bonito.
               O nome Rio Bonito permaneceu-se até o ano de 1943, quando veio o Decreto Lei 8.035/1943 e, com isso, o Município passa a se chamar Caiapônia, nome que até a presente data tem-se ostentado.
         Caiapônia tem o privilégio de ser uma terra abençoada por Deus, pois é um verdadeiro paraíso natural. Aqui estão as mais belas cachoeiras, nascem os mais importantes rios, tem as mais belas serras e grutas, além, é claro, de contar com um povo honesto, trabalhador, hospedeiro e que se orgulha da terra onde vive. 

Origem do nome

           O topônimo Caiapônia, significa terra dos caiapós e lembra os primitivos habitantes da região, os índios Caiapós. 

Formação Administrativa

  • Distrito criado com a denominação de Torres do Rio Bonito, pela lei ou resolução provincial nº 1, de 05-11-1855, subordinado ao município de Goiás.
  • Pela resolução provincial n° 2, de 02-06-1869, o distrito de Torres do Rio Bonito é transferido do município de Goiás para o município de Rio Verde.
  • Elevado à categoria de vila com a denominação de Torres do Rio Bonito, pela lei ou resolução provincial nº 508, de 29-07-1873,  desmembrado de Rio Verde. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-01-1874.
  • Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Rio Bonito é constituído do distrito sede.
  • Pelo decreto nº 4, de 13-12-1930, é criado o distrito  de Baliza e anexado ao município de Rio Bonito.
  • Em divisão administrativa referente  ao de 1933, o município aparece com 3 distritos: Rio Bonito, Bom Jardim e Baliza.
  • Pela lei estadual nº 91, de 27-10-1936, alterado em seus limites pelo decreto-lei nº 5911 de 11-07-1942, desmembra do município de Rio Bonito os distritos de Baliza e Bom Jardim, para formar o novo município de Baliza.
  • Pelo decreto-lei estadual nº 8305, de 31-10-1943, o município de Rio Bonito passou a denominar-se Caiapônia.
  • Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Caiapônia é constituído do distrito sede.
  • Pela lei municipal nº 87, 11-11-1952, é criado o distrito de Piranhas e anexado ao município de Caiapônia.           
  • Pela lei estadual nº 812,  de 14-10-1953, desmembra do município de Caiapônia o distrito de Piranhas. Elevado à categoria de município.
  • Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
  • Pela lei estadual nº 7188, de 12-11-1968, é criado o distrito de Palestina e anexado ao município de Caiapônia.
  • Pela lei estadual nº 7215, de 13-11-1968, é criado o distrito de Doverlândia e anexado ao município de Caiapônia.
  • Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 3 distritos: Caiapônia, Doverlândia e Palestina.
  • Pela lei estadual nº 9196, de 14-05-1982, desmembra do município de Caiapônia o distrito de Doverlândia. Elevado à categoria de município.
  • Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 distritos: Caiapônia e Palestina.
  • Pela lei estadual nº 10404, de 30-12-1987, desmembra do município de Caiapônia o distrito de Palestina. Elevado à categoria de município com a denominação de Palestina de Goiás.
  • Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede.
  • Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2010.
Fonte: IBGE

Distritos e Povoados

O município de Caiapônia possui os seguintes núcleos urbanos:

Povoados:
  • Boa Vista
  • Planalto Verde

    Página da Prefeitura


    Bairros e Mapa Urbano
     
    A zona urbana da cidade de Caiapônia está divida em 23 bairros/setores:

    Clique no mapa para ampliar




    01. Aeroporto I 
    02. Aeroporto II 
    03. Alto do Gigante
    04. Andrade  
    05. Canal 
    06. Carrinho doPrado
    07. Central (Centro)
    08. Faria
    09. Jarbas da Costa 
          Ribeiro
    10. Jardim Goiás
    11. Joaquim Custódio 
          dos Santos
    12. Moraes
    13. Morada do Sol
    14. Narciso Vilela
    15. Norte
    16. Nova Caiapônia
    17. Nova Esperança
    18. Oeste
    19. Pedro Cassimiro 
         de Oliveira
    20. Santa Clara
    21. Sul
    22. Vila Joisse
    23. Vila Nova







    Mapa do Município

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    Um comentário:

    Bruno disse...

    Caiapônia é uma bela cidade de muitas tradições e lindas cachoeiras!