05/04/2011

Goiânia

  
Município de Goiânia

Vista da Cidade

    
            Bandeira                                                            Brasão 

Data de Emancipação: 02/08/1935
Municípios de Origem: Anápolis, Bela Vista de Goiás e Trindade, 
Campinas (extinto) e Hidrolândia
Aniversário: 24/10
Gentílico: Goianiense
Prefeito 2009/2012Paulo Garcia (PT) 
CEP: 74.000-000

Localização
Ficheiro:Goias Municip Goiania.svg
16° 40' 00" S 49° 15' 00" O
Mesorregião: Centro Goiano
Microrregião: Goiânia
Municípios Limítrofes: Santo Antônio de Goiás e Nerópolis (N), Nerópolis e Goianápolis (NE), Bonfinópolis, Senador Canedo (L), Aparecida de Goiânia e Aragoiânia (S), Abadia de Goiás (SO) Trindade (O), Goianira (NO).


Características Geográficas

Área: 739,492 km² (GO: 131°)
População: 1.318.148 habest. 2011  (GO: 1°) 
Altitude: 749 m

Indicadores

IDH: 0,832  est. 2000 (GO: 2°)
PIB: R$ 13.354.065.000,00 est. 2005 (GO: 1°)

Histórico

                A história de Goiânia começa com as primeiras ideias de mudança da Capital em 1753, proposta pelo, então governador da Província de Goiás, Dom Marcos de Noronha, que ambicionava transferir a capital de Vila Boa para a atual Pirenópolis.
            Em 1830, o Marechal de Campo Miguel Lino de Morais, segundo governador de Goiás Império, propôs a mudança da Capital para a região do Tocantins, próximo de Niquelândia. A Capital de Goiás, no início do século XIX, convivia com a estagnação econômica, provocada pelo término do ciclo do ouro na região. Na cidade, já não se construía mais do que uma casa por ano.
             Outro governador da província de Goiás, José Vieira Couto de Magalhães, retoma o assunto em 1863, exposto em seu livro Primeira Viagem ao Rio Araguaia. "Temos decaído desde que a indústria do ouro desapareceu. Ora, a situação de Goiás era aurífera. Hoje, porém, está demonstrado que a criação do gado e agricultura valem mais do que quanta mina de ouro há. Continuar a capital aqui, é condenar-nos a morrer de inanição, assim como morreu a indústria que indicou a escolha deste lugar".
            A discussão sobre a necessidade de mudança da capital prosseguiu. A constituição do Estado de 1891, inclusive sua reforma de 1898 e a de 1918, previa taxativamente a transferência da sede do governo, havendo disposto esta última em seu Artigo 5º: “A cidade de Goiás continuará a ser a capital do estado, enquanto outra coisa não liberar o Congresso”. Mas foi somente com o advento da revolução de 30, em 1933, que o interventor Federal, Pedro Ludovico Teixeira, tomou providências a respeito da edificação da cidade, tornando realidade um sonho que já durava 180 anos.
            O objetivo político Pedro Ludovico Teixeira seguiu em conformidade com a Marcha para o Oeste, movimento criado pelo governo de Getúlio Vargas para acelerar o progresso e a ocupação do Centro-Oeste incentivando as pessoas a migrarem para o centro do país, onde havia muitas terras desocupadas. A implantação de tal projeto só seria possível com a garantia de uma infraestrutura básica  ligando o Centro-Oeste ao Sul do País. As medidas adotadas pelo inteventor foram: a mudança da capital, construção de estradas internas e a reforma agrária.

PLANEJAMENTO

                  Em 1932, foi assinado o Decreto nº 2737, de 20 de dezembro, nomeando uma comissão que, sob a presidência de Dom Emanuel Gomes de Oliveira, então bispo de Goiás, escolhesse o local onde seria edificada a nova Capital do Estado. Instalados os trabalhos, a 3 de janeiro de 1933, o Coronel Antônio Pireneus de Souza, um de seus membros, sugeriu a escolha de três técnicos, ou seja, de João Argenta e Jerônimo Fleury Curado engenheiros, e de Laudelino Gomes de Almeida, médico, para realizarem os estudos das condições topográficas, hidrológicas e climáticas das localidades de Bonfim, hoje Silvânia: Pires do Rio Ubatan atualmente Egerineu Teixeira e Campinas, hoje bairro goianiense, a fim de que, baseada no relatório dos técnicos a Comissão se manifestasse. O parecer foi favorável a Campinas, nas proximidades de Serrinha, situada na direção azimutal de 130 graus, ou, em caso de urgência, a Bonfim. 
                      Reunida em 4 de março de 1933, a Comissão concluiu pela escolha da região de Campinhas, desde que não houvesse urgência na mudança. O relatório da Comissão, depois de submetido ao parecer dos engenheiros Armando Augusto de Godói, Benedito Neto de Velasco e Américo de Carvalho Ramos, foi encaminhado ao Chefe do Governo Estadual. 
                     Apesar da forte campanha antimudancista, ficou decidido que a Capital seria construída na região de Campinas. 
                 O Decreto nº 3359, de 18 de maio de 1933, determinou que a região, às margens do córrego Botafogo, compreendida pelas fazendas denominadas “Criméia”, “Vaca Brava” e “Botafogo”, no então Município de Campinas, fosse escolhida para nela ser edificada a Nova Capital do Estado. Entre outras medidas, enumerava o ato que a transferência se operasse no prazo máximo de dois anos. 
                      Designado o dia 27 de maio de 1933, para início dos trabalhos de preparo do terreno, a 24 de outubro do mesmo ano houve o lançamento da pedra fundamental, no local onde está o Palácio do Governo.               
               Em 6 de julho, Pedro Ludovico baixou um decreto, encarregando o urbanista Atílio Corrêia Lima da elaboração do projeto da nova capital. Outro urbanista, Armando de Godói, formado na Suíça e na França de onde acabara de voltar, reformula o antigo projeto, inserindo o parcelamento do Setor Oeste e fortes mudanças no arruamento do Setor Sul. Em 1935, Armando assina o plano diretor da cidade.
                 O Plano manteve referências do projeto original da cidade, idealizado em 1933, por Atílio Corrêia Lima, autor do projeto de prédios importantes, como o Palácio das Esmeraldas. Planejada para 50 mil habitantes, a cidade é dividida em quatro Setores: Central, com destaque para a Praça Cívica, sede do Centro Administrativo, de onde se irradiam as três principais avenidas (Goiás, Araguaia e Tocantins). Foi aberta a Avenida Paranaíba perpendicularmente às três avenidas mencionadas, conectando o Parque Botafogo ao antigo aeroporto (localizado no atual setor Aeroporto).
                  Na Região Sul, foi introduzido um bairro residencial, o atual Setor Sul e no Norte, surgiam as primeiras casas do bairro popular. Fica evidente que a topografia, zoneamento e sistema de tráfego foram os fatores que nortearam o arrojado projeto da nova capital.

PEDRA FUNDAMENTAL

                    A pedra fundamental da cidade de Goiânia foi lançada em 24 de outubro de 1933 por Pedro Ludovico Teixeira, como homenagem aos 3 anos do início da Revolução de 1930, em pleno altiplano, onde se encontra atualmente o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica. O local foi determinado pelo urbanista Atílio Corrêia Lima.
                      Diversas caravanas chegaram do interior do Estado para prestigiar o evento. Houve a missa solene, realizada pelo padre Agostinho Foster e celebrada com acompanhamento do coro de Santa Clara, colégio . Após a missa, foi iniciada a roçagem do lugar e, naquele momento, num vibrante discurso, Pedro Ludovico enfatizou: "Prevejo que, dentro de cinco anos, grande porção desta área destinada à futura cidade estará coberta de luxuosas e alegres vivendas.
                 Em 02 de agosto de 1935, foi criado, por meio de Decreto Estadual, o Município de Goiânia, onde Pedro Ludovíco passou a residir. “Para melhor e mais rápido adiantamento das obras de construção da nova metrópole, transferi para cá a sede do Governo do Estado, trazendo comigo  a Secretaria - Geral que ficará também definitivamente”, afirmou o interventor Federal. 
                         A 20 de novembro de 1935 instalou-se o Município e, a 13 de dezembro de 1935, foi assinado o primeiro Decreto, que recebeu o nº 560 e determinava a transferência da Secretaria Geral, Secretaria do Governo e Casa Militar para a Nova Metrópole. Posteriormente, foram transferidas a Diretoria Geral da Segurança Pública uma Campanhia de Polícia Militar (1935), e a Diretoria Geral da fazenda (1936). 
                 Finalmente, a 23 de março de 1937, foi assinado o Decreto nº 1816, transferindo definitivamente a Capital Estadual da Cidade de Goiás para a de Goiânia.

BATISMO CULTURAL

                       O Batismo cultural de Goiânia, inauguração oficial de Goiânia, aconteceu somente em 5 de julho de 1942, numa solenidade oficial realizada no recinto do Cine-Teatro Goiânia, com a presença de representantes do Presidente da República, Governadores dos Estados e dos Ministros, além de outras autoridades e de caravanas de todos os Município Goianos. Na ocasião, realizaram-se o 8º Congresso Brasileiro de Educação e a Assembléia-Geral do Conselho Nacional de Geografia e do Conselho Nacional de Estatística, órgãos do IBGE. 
                        Estava implantada a mais nova Capital do Brasil. Do dia 1º a 11 de julho, a cidade viveu em clima de euforia,  festas,  discursos,  sessões solenes,  bailes e de inúmeras inaugurações de obras.
                         Em 1950, Goiânia já contava com vários prédios públicos, inspirados pelo Art Déco, um acervo arquitetônico considerado atualmente um dos mais significativos do País. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 18 novembro de 2003, o conjunto inclui 22 prédios e monumentos públicos, o centro original de Goiânia e o núcleo pioneiro de Campinas.
                       Entre os anos 40 e 50, a capital já registrava um crescimento superior ao planejamento inicial, que era de 50 mil habitantes. Da população de mais de 53 mil pessoas, cerca de 40 mil viviam em território urbano, formado basicamente pelos setores: Central, Norte, Sul, Oeste e cidade satélite.
                  Entre 1940 e 1955, Goiânia experimentou um crescimento considerado moderado para uma cidade recém-implantada. Mas essa calmaria desapareceu com a aceleração do fenômeno migratório no Brasil e especialmente com o início da construção de Brasília e das obras viárias que promoveram a ligação do Planalto Central com o resto do País.
                   A cidade também sofre surtos de crescimento populacional causados por outros fatos notáveis como, a chegada da ferrovia em 1951; a retomada da política de interiorização de Vargas entre 1951 e 1954 e a inauguração da Usina do Rochedo (1955). Em 1960, Goiânia já contava com 150 mil habitantes.
             A década de 60 é marcada pela arrancada definitiva de Goiânia rumo à importância de se tornar uma das maiores e mais belas metrópoles brasileiras. Apesar de ainda manter um certo ar de inocência, ao mesmo tempo a cidade crescia e surgiam os bairros mais distantes: Vila Coimbra, Setor Universitário, Setor Ferroviário, Setor dos Funcionários, Setor Sul, Setor Oeste, Setor Aeroporto, Setor Fama, Vila Abajá, Vila Santa Helena, Setor Pedro Ludovico. Os novos bairros mudam a fisionomia da cidade que passou a requerer infraestrutura, transportes, energia e escolas.
                   Surgem as Universidades Católica e Federal. Os jovens que buscavam expandir seus conhecimentos nos grandes centros do País, agora permanecem em Goiânia. A proximidade com a capital federal atrai as atenções também para a capital goiana. Os vôos para Goiânia aumentam e o aeroporto é transferido para o Bairro Santa Genoveva. A parte norte da cidade ganha novas feições com a construção de espigões de apartamentos e se emenda com o Setor Fama, Vila Operária e Setor dos Funcionários.
               A Grande Goiânia surge na extensão horizontal e vertical de seus mais de 30 novos bairros, que vão se expandindo até as baixadas do Meia Ponte, Anicuns e João Leite, rios da infância de muitos que agora correm na memória dos saudosistas.
                 Nos anos 70, Goiânia apresenta-se forte e resoluta em sua caminhada rumo ao destaque que conquistaria mais tarde no cenário nacional. Milhares de carros conduzidos por pessoas apressadas. Nessa mesma década, a cidade ganha três canais de televisão, três jornais diários e o estádio Serra Dourada, um dos mais modernos do Brasil.

SURGE A REGIÃO METROPOLITANA

                 Um estudo do Iplan aponta que, a partir de 1970 e mais rapidamente de 1975, Goiânia expandiu significativamente seus parcelamentos urbanos. Na década de 70, a cidade tem um grande crescimento populacional, chegando ao ano de 1980 com 700 mil habitantes, sendo que desse total apenas 2% da população vivia em área rural. Esse aumento demográfico provoca o surgimento de um grande número de loteamentos nas cidades vizinhas, como Aparecida de Goiânia. A grande oferta de lotes é voltada especialmente para as classes de renda mais baixa.
               Muitos dos problemas que afetam as populações dos municípios que formam a Grande Goiânia podem ter solução mais rápida com a criação da região metropolitana. Esses problemas se afloram com mais ênfase nas questões do uso do solo, no transporte urbano, geração de emprego e renda, educação, saúde, habitação e segurança pública. Tais entraves para o desenvolvimento social ficam mais evidentes no final dos anos 90, quando Goiânia atinge a marca de um milhão de habitantes.
                 No final dos anos 90 e início do século 21, Goiânia é alvo de vários loteamentos irregulares e invasões, fruto de um fluxo migratório vindo de Estados próximos como, Tocantins, Maranhão, Pará, Minas Gerais e Bahia. Ao contrário do que acontecia nos anos 70 e 80, o sudeste do país deixou de ser o principal destino para famílias carentes do Nordeste e Norte do país. Com expansão do agronegócio, o Centro-Oeste passa a ser uma nova fronteira de prosperidade e um celeiro de oportunidades.
                A população de baixa renda está relegada aos loteamentos irregulares, invasões, a buscarem moradia em cidades como Aparecida de Goiânia e Senador Canedo que, não obstante a franca expansão territorial e populacional, são dotadas ainda de precária infraestrutura urbana, principalmente com a ausência de asfalto e água tratada. No entanto, a classe média goianiense experimenta a partir de 2000, forte incremento na área habitacional com o surgimento dos condomínios horizontais.
              Apesar de abrigar uma população superior a um milhão de habitantes e a ocupação em grande parte ter sido desordenada, Goiânia ainda guardava fortes referências em qualidade de vida em relação às demais capitais brasileiras. Isso fez com que a cidade recebesse vários empreendimentos imobiliários e fosse alvo de forte especulação imobiliária. Os condomínios horizontais marcam uma nova era na habitação em Goiânia, com maior segurança e qualidade de vida.
                 Os empreendimentos também ajudam a agilizar as atividades da construção civil, gerando mais empregos e resultando no aumento na arrecadação do município com o ITU e IPTU.
                  A partir de 2005, Goiânia volta a experimentar um significativo aumento no índice de qualidade de vida. Por meio de ações arrojadas da administração municipal, bairros mais distantes recebem benefícios básicos como asfalto, esgoto, iluminação e novas áreas de lazer. Por meio de projetos habitacionais de caráter social e com apoio do governo federal, a Prefeitura consegue controlar as inúmeras ocupações irregulares na cidade.
                    Os investimentos públicos na preservação e melhoria do meio ambiente, com a criação de vários parques, são fundamentais para a elevação da qualidade de vida em Goiânia, que passa a ostentar o título de capital com maior concentração de área verde por habitante. Mas, mesmo com esse cenário promissor, a capital fundada por Pedro Ludovico ainda enfrenta problemas crônicos, frutos de um crescimento populacional vertiginoso e desordenado como, trânsito e atendimento emergencial na saúde. O grande fluxo de veículos requer um aumento e melhor organização da malha viária da cidade. Goiânia registra uma das maiores médias de carros por habitante da América Latina.
                  Apesar de ser referência em vários tipos de tratamento médico, seja na rede privada ou pública, isso não faz com que a população goianiense desfrute de um bom atendimento na área da saúde. Em busca de um atendimento mais qualificado, pacientes de baixa renda vindos do interior de Goiás e de vários outros estados acabam sobrecarregando o sistema de saúde do município.
Fonte: Prefeitura Municipal de Goiânia

Origem do nome

            Tudo começou com a mudança da capital do Estado de Vila Boa (hoje Cidade de Goiás) para uma nova cidade a ser construída, isso na década de 1930; a nova cidade já estava a ser erguida, entretanto ainda sem um nome, era chamada por alguns de "nova Capital", "futura Capital" e obviamente também foi chamada de "nova Cidade". Entre tantas denominações o que é certo é que a atual Goiânia permaneceu durante quase dois anos legalmente inonimada (de 18 de maio de 1933 a 2 de agosto de 1935).
   Em outubro do ano de 1933 um jornal da cidade de Vila Boa chamado "O Social" promoveu um concurso para escolher o nome para a nova Capital, com a seguinte epígrafe: “Como se deve chamar a Nova Capital?”
  Cada sugestão deveria ser acompanhada por uma breve justificativa e todas eram publicadas no jornal.
  Foram diversas sugestões, após uma apuração preliminar, Petrônia conseguira 105 votos, Anhangüera 26 votos, Crisópolis 13 votos, Heliópolis 16 votos, Tupirama 10 votos; Goiânia sequer atingiu a marca dos 10 votos.
 Ademais desses nomes, apresentaram-se outros, muito menos votados: “Americana”, em gratidão a Americano do Brasil e a Américo de Carvalho Ramos, “Aspirópolis” e “Petrolândia”. Em suas Memórias (1973), o dr. Pedro Ludovico Teixeira comenta que também foram apreciados os nomes de “Araguaína”, “Aurilândia”, “Campanha”,  “Buenópolis”, “Eldorado”, “Esplanada”, “Goianápolis”, “Goianésia”, “Guaracima”, “Liberdade”, “Maraúba”, “Paranaguaia” e “Pátria Nova”.
Curiosamente, felizmente ou não, graças ao então interventor Pedro Ludovico a cidade foi decretada Goiânia, "desbancando" as demais concorrentes, por razões desconhecidas e que ignoraram inclusive o resultado do concurso. Assim desde o Decreto nº 327 de 2 de agosto de 1935, a maravilhosa capital do Estado de Goiás chama-se Goiânia.
O autor da sugestão "vencedora" escreveu o seguinte para justificar uma possível escolha: "GOIÂNIA - Qual o nome que pela sua significação, sua sonoridade, fácil grafia e sentido histórico, melhor se adaptaria à cidade nova que será a capital do Estado? Haverá, é certo, copiosa lista de denominações para a nova urbs. Nenhuma porém, conservará o sabor histórico, a cor local, o significado regional desta palavra, curta, sonora, que reflete com serenidade a idéia de nossa origem. A solução de continuidade histórica que adviria da imposição de um apelido, talvez interessante e valioso, sob vários aspectos, à mais importante cidade do Estado, não deixaria de arranhar, sequer de leve, o estranhado amor que devotamos ao culto sagrado das nossas tradições. GOIÂNIA – Nova Goiás, prolongamento da histórica Vila Boa, monumento grandioso que simbolizará a glória da origem de todos os goianos. Goiás, 10-10-33. Caramuru Silva do Brasil."
Caramuru na verdade era o pseudônimo do professor Alfredo de Castro, que guardou durante quase uma década seu nome em segredo sob este pseudônimo.
Na verdade Goyania é o título de um livro de Poesia Épica publicado em 1896 na cidade do Porto em Portugal escrito pelo baiano Manuel Lopes de Carvalho Ramos. Este baiano que era juíz de Direito na cidade de Torres do Rio Bonito (atual Caiapônia) e ao escrever a obra desejava “cantar a natureza, sentir o belo, amar a virtude, animar o progresso, contradizer a incredulidade, combater o materialismo e estigmatizar a superstição”.
Caramuru, que na realidade era Alfredo inspirou-se na obra do baiano Manuel, sugeriu então o nome Goiânia; tal sugestão não venceu o concurso do jornal "O Social" porém foi "eleito" pelo interventor Pedro Ludovico para denominar a "nova Cidade".

Formação Administrativa

  • O decreto n° 3.359, de 18/05/1933 ordenou a construção de uma nova cidade, que seria a nova capital do estado em território do então município de Campinas. O decreto enumerava ainda que a transferência deveria ser feita em no máximo 2 anos.
  • Elevado à categoria de município com a denominação de Goiânia, criado com territórios dos extintos municípios de Campinas e Hidrolândia, pelo decreto estadual nº 327, de 02-08-1935, desmembrado dos municípios de Anápolis, Bela Vista de Goiás e Trindade. Sede na Cidade de Goiás. Constituído de 4 distritos: Goiânia, Campinas, Hidrolândia e São Sebastião do Ribeirão (desmembrado de Trindade).  Instalado em 20-12-1935. 
  • Pela lei nº...... de 1935, foi criado o distrito de São Geraldo e anexado ao município de Goiânia. 
  • Pela lei n°...... de ....., foi criado o distrito de Aparecida, ex-povoado e anexado ao município de Goiânia.
  • Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 6 distritos: Goiânia, Campinas, Aparecida, Hidrolândia, São Geraldo e São Sebastião do Ribeirão. 
  • Pelo decreto estadual nº 1816, de 23-03-1937, transfere a capital do estado do município de Goiás para Goiânia. 
  •  Pelo decreto-lei estadual nº 557, de 30 de março de 1938, o distrito de São Sebastião do Ribeiro passou a denominar-se simplesmente Ribeirão, sob a mesma lei é extinto o distrito de Campinas, sendo seu território anexado ao município de Goiânia, como simples zona administrativa.   
  • Pelo decreto-lei estadual nº 1233, de 31-10-1938, o município teve seu território acrescido pelo do extinto município de Trindade, transformado em distrito. Sob a mesma lei é extinto o distrito de  Aparecida, sendo seu território anexado ao distrito sede de Goiânia.  
  • No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Goiânia, Hidrolândia, Ribeirão, São Geraldo e Trindade.   
  • Pelo decreto-lei estadual nº 8305, de 31-12-1943, desmembra do município de  Goiânia o distrito de Trindade. Elevado á categoria de município. Sob a mesma lei o distrito de Hidrolândia passou a denominar-se Grimpas, São Geraldo a chamar-se Goianira e Ribeirão tomou a denominação de Guapó. 
  • Pela lei estadual nº 171, de 08-10-1948, desmembra do município de Goiânia o  distrito de Guapó. Elevado à categoria de município. 
  • Pela lei estadual nº 223, de 05-10-1948, desmembra do município de Goiânia o distrito de Grimpas elevado à categoria de município com a denominação de Hidrolândia. 
  • Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 2 distritos: Goiânia e Goianira. 
  • Pela lei municipal nº 239, de 31-03-1953 é criado o distrito de Senador Canedo ex-povoado, desmembrado do distrito sede de Goiânia e anexado ao município de Goiânia.  
  • Pela lei estadual nº 2363, de 09-12-1958, desmembra do município de Goiânia o distrito de Goianira. Elevado á categoria de município.  
  • Pela Lei municipal n° 1.295, de 19-12-1958 é criado o distrito de Aparecida de Goiás, ex-povoado de Aparecida e anexado ao município de Goiânia.
  • Pela Lei municipal n° 1.426 de 26-12-1958 o distrito de Aparecida de Goiás recebe a denominação de Goialândia, por estar localizado entre Goiânia e Hidrolândia.
  • Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos:  Goiânia, Goialândia e Senador Canedo. 
  • Pela lei estadual n°4927, de 14-11-1963, desmembra do município de Goiânia o distrito de Goialândia, elevado à categoria de município com a denominação de Aparecida de Goiânia.
  • Pela lei estadual nº 10435, de 09-01-1988, desmembra do município de Goiânia o  distrito de Senador Canedo. Elevado à categoria de município. 
  • Pelo decreto nº 666, de 05-06-1990, é criado o distrito de Abadia de Goiás e anexado ao município de Goiânia.  
  • Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído de 2 distritos: Goiânia e Abadia de Goiás.  
  • Pela lei estadual nº 12799, de 27-12-1995, desmembra do município de Goiânia o distrito de Abadia de Goiás. Elevado à categoria de município.  
  • Pela lei nº de 7257, de 17-11-1993, é criado o distrito de Vila Rica e anexado ao município de Goiânia.  
  • Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 2 distritos: Goiânia e Vila Rica.  
  • Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2010.
Fonte: IBGE

Distritos e Povoados

O município de Goiânia possui os seguintes núcleos urbanos:

Povoado: 
  • Vila Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (parte da vila pertence a Abadia de Goiás)
Distrito:
  • Vila Rica

Página da Prefeitura


Bairros e Mapa Urbano

A zona urbana da cidade de Goiânia está divida em  **? bairros/setores:

01. 

Mapa do Município


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